30.8.10

Pega lá minha bolsa?

Eu sou uma pessoa meio surtada. Meio. Só de vez em quando. Afinal, de perto ninguém é normal e um surtinho não dói. Como eu ia dizendo, eu surto de vez em quando. Quando me ataco adoro comprar (que mulher não gosta, né?). O problema é que eu sempre gostei de comprar bolsas. Acabei maneirando ao longo do tempo por falta de pilas no bolso (ou crédito no banco), mas quando fui parar no paraíso da bolsa barata... deusulivre! O surto vinha uma vez por semana. A coisa atingiu proporções gravíssimas quando, uma vez, eu saí para ajudar uma amiga a comprar presentes para a família dela e voltei para casa com 10 bolsas: 1 maleta/mochila, 1 mochila e outras 8 bolsas das mais variadas cores e tamanhos. A amiga que morava comigo achou que era too much. Aquilo era um sinal. Eu sabia que era bom demais pra ser verdade.

Nessa época fiz coisas de gente viciada mesmo: escondia as sacolas, as compras, tudo que desse algum indício de que eu tinha saído para comprar bolsas novas. Algumas vezes, quando eu me sentia mais culpada, eu comprava alguma bolsa com a desculpa de dar para minha mãe ou irmã (mesmo sabendo que nunca chegaria às mãos delas).

Mas adivinha só: esse surto passou. Voltando para meu salário de jornalista comum latino-americana, os maravilhosos rompantes para comprar bolsas acabaram. Impossível sustentar uma situação destas com o preço das coisas aqui. Deste período eu tenho agora só ótimas lembranças (e um guarda-roupas cheinho de bolsinhas).

**************

Essa historinha tá ali no Bolsa de Pandora, blog meu e da Rê para falar... sobre tudo, basicamente. Claro, caótico como uma bolsa de mulher. Passa lá de vez em quando! Vocês vão gostar!

27.8.10

Democracy and the hard way

Durante um bom tempo tive a "sorte" de ser convocada para trabalhar em eleições (pra ganhar dinheiro ninguém me acha, mas pra trampar de graça...). Apesar de achar um pé no saco, sempre fui de sangue doce. Em geral, a eleição era a oportunidade de ver boa parte dos meus ex-colegas da Fundação Bradesco, gente que eu encontro só nessas ocasiões mesmo. Por ficar o dia todo na escola por conta da votação, várias vezes saí de lá feliz com estes reencontros.

Na última eleição para prefeito eu não estava aqui. Estava eu no lugar onde estas questões democráticas são mais simples (pela total inexistência). Na China não tem nada disso. A melhor (e única boa) parte: não tem horário eleitoral gratuito.

Se não fosse a convocação para trabalhar naquela eleição para prefeito, eu não teria ido ao Japão visitar o namoradão e passar o aniver dele com ele. Porque a China não tem democracia, mas tem burocracia em dobro. Explico: o Japão é um país chato pra chuchu e pede milhões de coisas para conceder visto para brasileiros, uma delas é uma declaração com data próxima ao pedido que comprove que tu tens emprego ainda onde tu estás e ainda ganha um salário decente (suficientemente decente para não cogitar a possibilidade de imigração). A agência onde eu trabalhava também era chatinha e tinha uma regra: este tipo de declaração só poderia ser dada uma vez por contrato. Como eu já tinha quebrado a regra pegando duas, eles acharam que a terceira era demais.

Já sem saber o que fazer com a minha passagem paga e esbravejando para todas as versões do buda, recebo uma ligação da minha mãe atucanadíssima dizendo que fui convocada para a eleição e que eu deveria justificar com antecedência a minha ausência. Nada melhor que pedir para o meu empregador um atestado dizendo que eu trabalho lá, ganho tanto... Isso mesmo. Pedi o papel de novo, mas sem dizer que o usaria também para ir ao Japão.

Primeiro levei uma meia hora explicando o que é uma eleição, como funciona uma eleição, quem trabalha em eleição no Brasil e como poderia ser um problema diplomático (sic) se eles não me dessem o papel. Tirando a parte em que claramente eu tapeei a chinesa, o negócio é sério. Eu não vivi a ditadura brasileira, mas sei bem que foi horrível. Minha mãe é professora de história e me contou vários episódios, fora tudo o que se estuda, que me lembrei da China, estando lá. É estranha a sensação de não poder escolher, mesmo que muitos não sintam falta justamente por nunca ter experimentado.

Pensando nisso hoje, passou um pouco do ai-que-saco e até ouvi o horário eleitoral. Mas só por hoje.



PS1: Este post bem que poderia vir para também, já que a história tem a ver com aquele país grandão do outro lado do mundo.
PS2: Para outra c0isa me serviu o episódio: desta vez eles não me pegaram para presidente de mesa. Oba!

A louca

Sabe o que eu queria agora? Filminho deitada no sofá comendo pipoca.
Obviamente tou longe de conseguir isto.

24.8.10

Em busca do fio da meada perdido

Eu perdi o fio da meada.
Primeiro eu falava toda a sorte de merdas nesse blog. Cotidiano umbiguístico basicamente. Daí cansei, sabe? Na real, de interessante a vida não tinha nada tão tão que merecesse alguma atenção a mais. Depois virei uma resmungona. Eu tenho um certo mau humor bem humorado (pelo menos acredito que seja assim), mas que quem não conhece deve pensar que é só uma adultinha ranzinza que não tem mais o que fazer. Parei de resmungar e de falar de mim. Na real, meio que parei de falar.

De repente veio a vontade de contar histórias. Minhas histórias, é claro, já que o campinho é meu. Até que o corujando teve uns frequentadores fieis, dispostos a saber o que acontecia com essa coruja aqui. Daí veio a China e as minhas forças foram concentradas todas para comer de palitinho e meio que deixei a casa de lado. Sei lá, parecia que tudo de China deveria ser agregado num mesmo espaço, sem contar que eu comecei com uma parceria que depois acabou virando participação especial. Aí resolvi falar sério no outro blog, um ataque repentino de adultices chatis e achei, não me pergunta porque, que eu não poderia mais escrever sobre o que eu quisesse: precisava de um fundinho sério. Claro que não funcionou e deixei para cá as historinhas bizarrinhas de China, as chalacinhas com os amigos mais do que especiais que fiz por lá e toda a sorte de crônicas e temas. Nada genial, mas ainda assim, tinha gente que gostava de ler (mesmo com o número cada vez mais decrescente de leitores e os poucos seguidores).

Quando comecei, há um ano, a me atucanar com o dilema de voltar-ou-não-voltar-eis-a-questão, a desenvolver psoríases, a surtar com as decisões que eu tava tomando... eu parei. Simplesmente parei. Não sabia mais o que pensar, muito menos o que escrever. Aos poucos fui deixando de lado, deixando de lado... A última vez que pintei por aqui, vim para falar da neta do Seu Antônio Coruja, no dia 29/7. Bom, agora de volta, estabilizada e com bem menos papel, volto para dizer que tou chegando, tou voltando. Despasito, despasito, como diriam os hispanohablantes. Vamos devagar, mas vamos. Até porque, nunca deixei de vir aqui, nunca deixei de pensar neste espaço e nunca deixei de querer que ele exista. Pipou, voltei. I promess.

29.7.09

A neta do Seu Antônio Coruja

Apesar de não ter tido muito estudo formal, meu avô sempre foi uma pessoa bem informada. Além de muitos livros, ele mantinha o hábito (e a paixão) de ler jornais. Sempre lembro das pilhas e pilhas de jornais e revistas que ele lia e guardava. O processo de leitura obedecia normas: divide em cadernos, primeiro o principal com política, economia, geral e polícia, depois o de cultura e por último o que tivesse no dia, incluindo os classificados. Depois de ler, ia tudo pra uma pilha na sala, que no final da semana era transferida pra uma paça que ele tinha com o "arquivo".

Muitas vezes minha avó se irritava com a pilha e quase implorava pra que ele jogasse um pouco fora. Com o tempo, ela começou a jogar fora a revelia, depois o pessoal que trabalha com reciclagem começou a aparecer e os jornais começaram a ter um fim politicamente correto. Mas o vô nunca ficou satisfeito de ter que se desfazer dos jornais velhos. 

Pois é, eu sou neta do Seu Antônio Coruja. Uma versão mais desorganizada, é verdade, mas tenho certeza de que sai aos meus: não degenerei. Quando eu trabalhava no jornal, todos os dias eu pegava o meu exemplar pra levar pra casa, mesmo tendo lido o caderno principal todo no jornal. O meu processo de leitura em casa, por isso, era exatamente o contrário: começava pelo suplemento de cultura, depois os outros do dia, excluindo os classificados, e por último dava uma olhada no caderno principal de novo pra ver se eu tinha deixado alguma coisa passar. Aos poucos, fui criando a minha própria pilha de jornais. Nunca consegui fazer uma pilha de respeito como a do meu avô, com jornais de muitos anos anteriores. Infelizmente, minha casa não tinha espaço para tanto e, como virei gente grande em outra época, já comecei com o descarte politicamente correto: direto para a reciclagem.

Com o tempo as coisas começaram a mudar. Pra começar, eu me mudei. O lugar é longe, a mudança foi radical. Com a mudança, vem a necessidade de desocupar espaços. O mesmo hábito que eu herdei do meu avô se aplica a qualquer tipo de papel: documentos, notas, cadernos, livros, anotações de palestras, provas de livros, revistas, provas de diagramação de revistas, bilhetinho, tudo o que você puder imaginar em matéria de celulose. Apesar da tristeza, e da certeza de que um dia vou precisar de alguma coisa que eu joguei fora, a limpeza foi feita e eu me mudei.

Hoje, num momento de bobeira, fiquei pensando: quem será que me mandou o primeiro email no gmail? Pra quem será que eu mandei o primeiro email? Resolvi mexer. O primeiro email recebido foi a confirmação de participação em uma pesquisa da abril, no dia 10 de maio de 2004, o primeiro enviado foi para a turma de amigos da cidade, avisando que a partir daquele dia os emails deveriam ser endereçados só ao gmail. Começando a olhar mais vi amores que se foram, amigos que não vejo mais, conquista de emprego novo, namoro nascendo, felicitações de aniversário, mimimis, fotos, fotos, fotos, muitas fotos.

Os anos são outros. Talvez não seja com jornal, mas a neta do Seu Antônio Coruja tem sim a sua pilha de anos, e muito bem conservada.


Com o Windows Live, você pode organizar, editar e compartilhar suas fotos.

9.7.09

O significado (ou a falta de ) das palavras

Sempre depois de uma aula de chinês a minha cabeça sai fritando. Um pouco porque fazia muito tempo que eu não estudava chinês, um pouco porque é uma professora particular nova (e eu tenho meus bloqueios, preciso me sentir confortável com a pessoa pra sair cometendo erros sem surtar), um pouco porque eu preciso falar (posso passar horas estudando caracteres faceira, odeio abrir a boca) e muito porque é um idioma difícil pra chuchu.

Mesmo assim eu curto bastante quando estou estudando. Curto a lógica (ou a falta de) do idioma. Algumas vezes é uma lógica ingênua, quase infantil, e por isso fofinha. Well, outras vezes é de pensar “what the fuck?”, mas em geral é fofo. Fora quando fica até meio poético. Olha só.

Amor é ai, que se escreve 爱 hoje em dia. Em chinês tradicional (e também japonês) se escreve 愛. Ou seja, tiraram uma parte do caractere para simplificar a escrita. Até aí, sem problema. O amigo está dentro do amor, pois uma das partes que o compõem é 友, que significa amigo. Então que no amor precisa amizade. Mas daí algo aconteceu, não sei se foram as guerras, se foi o comunismo, mas quando simplificaram a escrita tiraram o coração do amor. Como? Aqui neste愛 dá pra ver uma partezinha espremida, 心, que significa coração. Triste, mas na China de hoje o amor é sem coração. Ainda falando de amor, ou melhor do爱, uma das palavras que eu mais gosto é marido-esposa (serve para os dois), que é airen 爱人. Te ligou que o amor está entre os cônjuges, não? O outro caractere que forma a palavra é ren 人, que significa pessoa. Pessoa amada. Fofíssimo, não? Se tem uma coisa que eu me surpreendi aqui, e ainda me surpreende, é a quantidade de casais que briga na rua. Quando eu falo briga não me refiro a bate boca, é porrada mesmo. O cara bate na mulher e a mulher bate no cara em qualquer lugar: na rua, no shopping, no bar, na frente do trabalho. Acho que o problema todo com a chinesada é que tiraram o coração do amor. Só pode.

Falando em coração (esse心 coração) me lembrei de outro. “Você” em chinês é 你, ni. Pois a forma respeitosa de dizer você é 您, nin. Reparou que ali embaixo tem o caractere de coração?Então se você chama alguém com respeito, chama com o coração.

Outra coisa que eu e minha professora ficou explicando foi no 女, que se lê nü (faz biquinho pra falar) e se refere à mulher, ao gênero feminino, e todas as palavras onde é necessário diferenciar o gênero, ele está presente. Apesar da cultura machista, por exemplo, o “bom”, que se escreve 好, tem um toque feminino. Outro que dá uma levantada na bola na mulherada é “segurança”, an 安 . Segundo a minha professora aquilo ali em cima do caractere é uma representação de casa, ou seja, casa que tem mulher significa em chinês, literalmente, segurança. Curtiu?

Agora tá rolando toda essa tensão em Xinjiang, província no noroeste da China que faz fronteira com o Paquistão e cuja população é, na maioria, muçulmana. As questões étnicas por trás disso são muitas, mas gostei de uma observação que escutei sobre o assunto. Vocês sabem que os muçulmanos não comem carne de porco, né? Isso me lembrou um dos caracteres com a lógica mais sem sentido para mim. Well, suíno por essas bandas se escreve 豕. Lembra da parte de cima do segurança, que a profe disse que era uma representação de casa? Então que se a gente pegar o suíno e colocar aquela partezinha em cima, o caractere fica assim 家, certo? O problema é que isso, em chinês, se lê jia e significa casa, no sentido de lar, ou família. A conclusão da pessoa foi: como eles não vão ficar brabos se colocaram o porco na família? Esse caractere é tão sem sentido quanto a violência dos distúrbios do último domingo.

Bom, mas isso é assunto pra um outro texto, num outro dia.

11.6.09

Como transformar uma jantinha comportada em uma chalaça (ou ressaca) de proporcões catastróficas:

Como transformar uma jantinha comportada em uma chalaça (ou ressaca) de proporcões catastróficas:


- a convidada de honra deve estar feliz e chegar bêbada
- tente equilibrar gaúchos e paulistas na mesa
- convide alguém que conheça alguém com nome estranho (dê preferência para os que conhecem a Phydia)
- tenha certeza que a quantidade de cerveja seja maior que a de comida na mesa
- vá para um bairro universitário
- dê coca-cola para a convidada de honra bêbada, para convencê-la de que assim será possível beber mais
- não controle os instintos cleptomaníacos de ninguém
- tenha certeza de que o bar escolhido esteja completamente vazio
- tenha certeza de que o bar escolhido tenha uma bateria, uma mesa de pebolim e somente dois garçons
- uma das convidadas deve ter um set de musiquinhas legais no iPod pra dançar
- tenha certeza de que todos os convidados NÃO saibam tocar bateria
- providencie distração para os garçons
- roube cervejas
- não sofra por antecedência, beba com a certeza de que nunca será antingido por nenhuma ressaca e com a convicção de conseguirá acordar bem (e cedo) no dia seguinte
- por via das dúvidas, tenha neosaldina em casa

 
agora misture tudo e tá pronto.


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10.6.09

Impressionante...

...o quanto o humor de uma pessoa pode melhorar quando ela sai na rua e se depara com um céu azul assim.
Sim, isto também é possível em Beijing.


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27.5.09

As historias, os nomes e os alunos

Lendo meu Reader, achei um texto do Papo de Homem (http://bit.ly/2hGpIl) que me fez rir muito. Não tive dúvida e dividi com o povo lá no twitter (que você pode acompanhar ali do ladinho). Depois de postar comecei a lembrar dos meus tempos de professorinha, quando de vez em quando apareciam uns aluninhos com nomes bem peculiares, como Madeinusa, Magaiver, Deangelis e João Lennon. 

Até deu uma saudadinha desses tempos longínquos, mas o que mais aconteceu mesmo foi relembrar histórias.
Quer uma palhinha? Lá vai:

Estou lá contente dando a minha aula pra uma terceira série, quando fui atender um aluno na classe. Quando encostei no ombro dele, ele deu um pulo e um grito de dor. O moleque tinha levado a maior sova da mãe. Como a orientação da escola era chamar os pais pra conversar antes de recorrer ao Conselho Tutelar, pedi pra ele que viesse acompanhado pela mãe no dia seguinte.
No dia seguinte o menino aparece e a mãe dele também. O diálogo a seguir foi real, ipsis litteris:

- Oi, Fulana. O que houve com o fulaninho que ele está tão machucado?
- Ai, professora, pois é. Bati nele. Exagerei, né?
- Bastante.
- Sabe aqueles dias que a gente fica nervosa? Nossa, eu tava me sentindo uma PANELA DE EXPRESSÃO!

Nesse momento tive um surto "Fantástico Mundo de Bob" e comecei a imaginar a cabeça dela como uma panela cheia de sopa de letrinhas, com letrinhas saltando e formando palavras conforme a sopa ia fervendo.
Não teve jeito! Tive que interromper o desabafo da mãe do meu aluno, dizer que eu tinha que começar a aula, pedi pra que ela tentasse se controlar, dei tchau, esperei ela sair do meu campo de visão e... QUA QUA QUA QUA QUA  QUA!!!!!!

Não deu...




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26.5.09

Quem tem... tem medo!

Quando isto acontece com o Google, me transformo em Regina Duarte: eu tenho medo!



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14.5.09

Diálogo recorrente

Moça branca de olhos verdes arredondados entra no táxi.
- Ni hao!
- Ni hao!
- Eu quero ir para a Rua Nanluogoxiang. 
- Ok

A moça branca está num daqueles dias em que não quer conversar com ninguém. Muito menos em chinês.

- Você é alemã, não é?
- Não, não sou.
- Hmmm... então é da Holanda.
- Não, não sou.
- Americana, certo?

Moça branca pensa: logo hoje, logo hoje ele quer conversar...

- Não, eu sou brasileira
- Brasileira! Tinha certeza

Ahan, claro que tinha
Por favor, não fale de...

- Futebol! O futebol do Brasil é muito bom
- Sim, é muito bom.

Por favor, não fale do...

- Ronaldo! Adoro o Ronaldo! Ele é ótimo jogador!

Ó, Senhor! Tudo de novo! Eu não vou suportar se ele falar do...

- Kaká! Também adoro o Kaká!

- Ahan... Que legal...

Afffffffff

13.5.09

O pesadelo de um e a picada no outro

Eu lembro que quando era mais nova morria de medo de ir ao banheiro à noite. Além de todos os fantasmas e monstros que uma criança pode imaginar, eu tinha ainda outros medos. Tremia as pernas só de pensar na possibilidade de ter um sapo, ou qualquer outro bicho dentro da privada no momento em que eu tivesse fazendo xixi. Quando eu ia pro sítio do meu tio esse medo era multiplicado por 1397. Não, eu nunca vi nenhum tipo de bicho dentro da privada. Não, isso nunca aconteceu comigo de verdade.

Mas ali na vizinha Taiwan, um azarado de 51 anos teve os meus pesadelos transformados em realidade. O tiozão foi faceiro ao banheiro dar uma "aliviada", sentou na privada e levou uma dolorida picada de cobra. 


Como desgraça pouca é bobagem, a cobra mordeu o pênis do cara. 
Agora ele está lá, internado em um hospital esperando o risco de infecção passar. Mas tenho certeza que esse aí vai inspecionar muito bem o banheiro antes de usar.

10.5.09

Becoming Blair Waldorf (NOT)

Depois de hoje, sem chance de virar Blair. Who cares quando se tem máscaras de dormir tão legais como as minhas. Não são podres de chique Upper East Side, mas são tudo de bom! Não acham?

Sou muito mais "Dona Coruja"!

5.5.09

Prazer, Terremoto!

Esse texto foi originalmente publicado no meu outro blog, o Comendo de Palitinho. Achei que seria interessante dividir ele com vocês aqui também.

......................

O tremor deixou mais de 87 mil mortos e desaparecidos

Com a proximidade do dia 12 de maio, as matérias que recontam o horror e que avaliam as consequências do devastador terremoto que sacudiu o sudoeste da China há um ano aumentam. Mais do que normal lembrar. Mais do que necessárias as homenagens aos mais de 87 mil mortos e desaparecidos.
Porém, hoje a agência de notícias do governo chinês divulgou uma notícia que me deixou, digamos, perturbada. Há uma estatística que diz que cerca de 700 bebês nasceram em barracas ou alojamentos temporários após o sismo. E que uma grande parte dos pais quis lembrar o ocorrido de 12 de maio de 2008 no nome dos filhos. Assim como Yang Chao, um jovem de 29 anos, que colocou o nome das filhas gêmeas, nascidas seis semanas após o sismo, de Zhen (震), que significa tremor, para que elas nunca esqueçam do que aconteceu em Sichuan e em que circunstâncias nasceram. Da mesma maneira, muitas pessoas escolheram Chuan (川), lembrando o local do epicentro do terremoto, o distrito de Wenchuan (汶川), onde 20% da população de 100 mil habitantes morreu ou foi considerada desaparecida.
Eu concordo com as homenagens, concordo que certas coisas não devem ser esquecidas, mas batizar um filho com o nome de terremoto? O que tem que ficar disso tudo são as lembranças, as homenagens, mas principalmente a solidariedade do mundo todo naquele momento extremamente doloroso. Lembrar talvez nas cidades, com nomes de ruas, mas estigmatizar os filhos, fazendo com que eles levem isso adiante eu fico meio chocada. Na minha opinião, os filhos deveriam ser batizados com nomes que lembram força, esperança, superação. Porque eles simplesmente eram a vida brotando no meio do caos.

Um ano depois, que seja lembrada a solidariedade

As fotos não são minhas. Na realidade eu nem sei de quem são. Eu peguei em algum lugar no ano passado ainda e na bagunça do computador acabei não registrando os créditos. Sorry!

4.5.09

Becoming Blair Waldorf

Nao gente, nao estou me transformando em um ser manipulador, que joga com as pessoas, que tem tramoias mirabolantes. Nao eh nesse sentido que o titulo deste post aponta.
Sabe a mascara que a Blair usa pra dormir?


Isso deve ser podre de chique lah pras bandas do Upper East Side! Mas aqui pras bandas de Xuan Wu se tornou uma necessidade. E por motivos bem pobres.

Tem coisa melhor que dormir ateh mais tarde? Aquela sonequinha preguicosa, acordar sem hora, sem pressao, sem nada? Tem como fazer isso com o sol batendo no rosto? Nao da, neh? Por isso que comecei a ter minha porcao Blair: a claridade do meu quarto fez com que eu precisasse adotar esse acessorio. Mesmo acordando cedo, nao da pra nao usar. Por enquanto ta amanhecendo entre 5h e 5h30 da manha, mas sei que dentro de um mes ou dois por volta das 4h o galo canta. Nao da, neh?


Mas tem outra coisinha que eu queria da Blair. Nao tem como entregar uma Dorota aqui em casa soh pra mim?? Adoro!!!

3.5.09

Descascando abacaxi

Literalmente.
Adoro o jeito que o povo descasca abacaxi aqui na China. Na real, nao soh aqui, em outros lugares da Asia tambem eh assim.
Mas acho muito bom comprar abacaxi aqui (sao docinhos como os de Terra de Areia, adoro!) e pedir ele descascadinho. Num minuto fica assim:



Ah, vai dizer que nao gostou?

1.5.09

Momentos em que você pode ser salvo por fazer a unha em casa

Por aqui, tanto quanto por aí, tá rolando um feriadão. O que significa que as pessoas estão despreocupadas e podem dormir até mais tarde (para dizer o mínimo).
Foi neste feriado que eu descobri as mil e uma utilidades de fazer a própria unha em casa.
Contrariando as regras, acordei cedo. Fiquei enrolando na cama até ficar plenamente acordada, e isso ainda era cedo. Nada melhor do que acordar cedo de vez em quando, assim, naturalmente, sem a pressão do despertador.
Então tá, hora de levantar, ir ao banheiro, tomar café. Opa! A porta não abre!
A porta do meu quarto nunca é fechada, no máximo encostada. Pois durante a noite, só Mao sabe como, ela se fechou. E quem disse que a maledeta queria abrir?
Foram horas pendurada na maçaneta, que nem tchuns fazia. A minha amiga que mora comigo dormia o sono dos deuses da sinuca e da cerveja. Morando no 19º andar, sair pela janela não é uma alternativa. Bem, na dúvida, improvise!
Resolvi tirar a maçaneta. Foi o único jeito que me ocorreu de destrancar a porta. O problema era ferramenta. Óbvio que eu não tenho uma caixa de ferramentas no quarto, nem uma chavezinha de fenda sequer. E aí que os apetrechos para fazer a unha entram!


Munida de alicate e espátula me atirei na tarefa infeliz de desparafusar a maçaneta. É, até pegar a manha, pode ter certeza de que dá trabalho!

Mas quem tem paciência para fazer a unha em casa de vez quando, tem paciência para desparafusar usando uma espátula e um alicate de unha.
Depois de uns 20 minutos consegui tirar os parafusos e ver como tudo funcionava por dentro. Destravei a porta e adivinha só, ela abriu!!!!! A partir daí foi só correr pro abraço, ou melhor, pro banheiro (sim, eu estava há horas com vontade)!

27.4.09

Da serie "Eu adoro": Placa de banheiro

Essa eh a melhor placa indicativa de banheiro ever!


Fica num bar chamado Stumble Inn, aqui em Beijing. Adoro tambem o nome da rua do bar, Lucky Street (好运街 - Haoyun jie). Claro, va ao bar para jogar sinuca, beber uma das 50 cervejas importadas que eles tem, mas please, va ao banheiro. Amei!

Contando a historia alheia

A coisa "lost in translation" eh bem comum pelas bandas chinesas. Sim, eles tem um idioma semi-impossivel e cheio de nuancas que, as vezes, cria situacoes bem engracadas.Vide o caso de ontem a noite.
Estavamos em um boteco chines, felizes e contentes, enchendo a cara de cerveja barata, jiaozis (http://en.wikipedia.org/wiki/Jiaozi) e churrasquinhos. Como o preco da cerveja eh ridiculamente barato, cerca de um real, o consumo acaba sendo acelerado e as bexigas sobrecarregadas. Resultado: visitas periodicas ao banheiro, que, com o passar do tempo (e da bebedeira), aumentam quase como a frequencia das contracoes de uma gravida.
Nisso, uma amiga nossa, que esta visitando Beijing pela primeira vez e diz Ni hao pra dar oi e tchau, precisou ir pela 876ª vez ao banheiro e teve uma triste constatacao: os lencinhos de papel acabaram. Oh, e agora quem podera nos defender??? A lojinha do outro lado da rua que tem de cigarro a macarrao pra vender!!! Tudo bem, mas ai outro problema estava criado: como pedir lencinhos de papel em chines.
- Diz "you zhi ma?" que eles vao entender
- "you" o que?
- "You zhi ma?". zhi eh papel, eles vao entender o que voce quer.
- Ta bem, "you zhi ma?"
- Isso. Boa sorte!
Cinco minutos se passaram e a nossa amiga estava de volta a mesa. 
- Que cara eh essa? Deu certo?
- Nao sei, avaliem.
Entao ela coloca um grande, cheio, branco e rechonchudo rolo de papel higienico sobre a mesa! Apos um surto de riso generalizado...
- Ueh, mas voce nao disse pro cara que queria lenco?
-Eu disse aquilo que voce me disse pra dizer. E ele me deu isso!
- Tudo bem, pelo menos nao te deu papel de caderno ou coisa assim...
Entao a menina colocou o seu suntuoso rolo de papel higienico chines (de boa qualidade) na bolsa, terminou a ultima cerveja e foi pra casa.

Para evitar constrangimentos, vai ai a "familia zhi" :
纸 (zhi) - papel
卫生纸 (wei sheng zhi) - lenco de papel (que tambem valo pra guardanapo)
卷纸 (juan zhi) - papel higienico

Ok, nao era o caso, mas vai que precisa: 
卫生巾 (wei sheng zhi) - Absorvente


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22.4.09

Da serie "Eu adoro": Bobagens legais